Os primeiros povos que habitaram
esta região tiveram como chefe Viriato, nascido em Folgosinho,
no concelho de Gouveia.Encontraram-se
diversos vestígios da dominação romana, tais
como estradas, pontes, castros, etc. Depois de invadida pelos
árabes, dos quais ainda se encontram vestígios toponímicos
como, Alfátema, Aljão, etc. foi reconquistada pelos
cristãos, por Fernando Magno de Leão e Castela,
em 1038.
No reinado de D. Sancho I, a localidade encontrava-se completamente
em ruínas. Este rei concede foral aos moradores, em 1 de
Fevereiro de 1186, com o fim de iniciar a sua reconstrução.
Este foral foi confirmado por D. Afonso II, em Coimbra. A ele
se deve o repovoamento, que lhe trouxe, se não a antiga
opulência, pelo menos um estado de prosperidade que a distinguiu
das restantes povoações da província. Os
privilégios que D. Sancho lhe concedeu atraíram
ali numerosas famílias.
D. Manuel atribuiu-lhe de novo foral em 1 de Julho de 1510.
Existem documentos que demonstram a existência duma comunidade
Judaica no bairro da Biqueira. Segundo se conta, três proprietários
judaicos de grande fortuna e influência local foram acusados
de terem enforcado uma imagem de Nossa Senhora de grande veneração
entre o povo. Denunciados por dois cristãos-velhos, dois
foram queimados em Lisboa, salvando-se o terceiro por ter fugido
a tempo. Como geralmente sucedia, também aqui se averiguou
depois serem os denunciantes os mesmos que enforcaram a Senhora.
Mas já era tarde porque das vítimas nem as cinzas
restavam.
A Companhia de Jesus edificou ali, no séc. XVIII, um dos
seus afamados institutos de ensino e propaganda, mas pouco se
utilizou dele por ter sido banida do território português,
pelo Marquês de Pombal, em 10 de Maio de 1759, e os seus
bens incorporados no património nacional. O palácio
foi depois usado na instalação do regimento de Caçadores
7. Passando para outra guarnição, vendeu-se o palácio
a Bernardo António Homem, que o legou ao sobrinho, o Conde
de Caria. Os herdeiros cederam-no à Câmara Municipal.
Desde o início da nacionalidade que Gouveia foi um grande
centro industrial de lanifícios, tendo mesmo sido conhecida
como “O Tear da Beira”. Em 1873, já existiam
neste concelho 23 fábricas de tecidos, onde se utilizavam
teares manuais. Em Março do ano seguinte, foi trazida para
Gouveia a primeira máquina que deu início à
substituição do processo manual. Hoje, infelizmente,
muito pouco resta dessa fonte de riqueza concelhia.
Outras fontes de rendimento de grande relevo neste concelho são
a agricultura com grande destaque para a cultura da vinha e principalmente
o fabrico dos famosos Vinhos do Dão, e a pastorícia,
da qual resulta a confecção do famoso Queijo da
Serra.
Sobre as freguesias deste Concelho da área de intervenção
da nossa Associação pensamos conseguir, tão
breve quanto possível, um espaço neste site.